Sikêra Jr. está com pulmões comprometidos por causa do coronavírus, diz jornalista

Antes de ser infectado, apresentador era contra o isolamento e minimizava pandemia

Sikêra Jr. está com pulmões comprometidos por causa do coronavírus, diz jornalista

Sikêra Jr., apresentador do ‘Alerta Nacional’ da RedeTV!, está com coronavírus. Segundo o radialista Ronaldo Tiradentes disse em seu programa de rádio no Amazonas, onde mora Sikêra, o apresentador está com os dois pulmões comprometidos por conta da covid-19.
O apresentador está afastado de seu programa, o ‘Alerta Nacional’, desde o último dia 22, quando passou mal ao vivo e precisou ser substituído às pressas por uma repórter da emissora.
Sikêra Jr. é bolsonarista convicto e adota a mesma postura do presidente ao minimizar o coronavírus e defender o fim do isolamento social. Ele já chegou a fazer piadas com a pandemia.

Afastado da Rede TV!
O jornalista está afastado desde o último dia 23, quando passou mal enquanto apresentava o programa Alerta Nacional e foi ser substituído às pressas. À época, a decisão foi tomada pela cúpula da TV A Crítica, emissora responsável por produzir o programa.
Aos 53 anos, o apresentador faz parte de incontáveis grupos de risco de alta contaminação da covid-19. Dentre eles, destaca-se o fato de que ele é cardíaco e que já sofreu um infarto há alguns anos.
Em São Paulo, a direção da RedeTV! viu o afastamento dele com preocupação. A cúpula do canal acredita que o grande chamariz do Alerta Nacional é o apresentador. Após a suspensão, jornalístico está sendo comandado por Mayara Rocha e Emanoel Cardoso.
Fonte: Correio24horas

Brasil registra 78.162 casos de coronavírus e 5.466 mortes da doença.

As informações foram atualizadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde até as 14h desta quarta-feira (29). Dos 78.162 casos confirmados atualmente, 34.132 estão recuperados (44%) e 38.564 estão em acompanhamento
O Ministério da Saúde registrou 78.162 casos de coronavírus e 5.466 mortes da doença no Brasil até as 14h desta quarta-feira (29), segundo informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde de todo o país. Nas últimas 24 horas, foram 6.276 casos novos e 449 novos óbitos. Dos 78.162 casos confirmados atualmente, 34.132 estão recuperados (44%) e 38.564 estão em acompanhamento. Existem ainda 1.452 óbitos que estão em investigação. Os dados foram apresentados pelo ministro da Saúde, Nelson Teich, durante audiência por videoconferência do Senado Federal na tarde desta quarta-feira (29).
Atualmente, todos os estados brasileiros registram casos e mortes por coronavírus. São Paulo concentra a maior parte das notificações, com 26.158 casos e 2.247 mortes. Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com 8.869 casos e 794 óbitos. O estado que registra menos notificações é Tocantins, com 116 registros e três mortes.

Situação do coronavírus no Brasil até hoje - 29.04.2020

▶️ 78.162 diagnosticados com COVID-19
▶️ 5.466 óbitos (7%)
▶️ 38.564 em acompanhamento* (49%)
▶️ 34.132 recuperados* (44%)
▶️ 1.452 óbitos em investigação

*estimativas sujeitas a revisão.

Grupos de risco

Pessoas acima de 60 anos se enquadram no grupo de risco, mesmo que não tenham nenhum problema de saúde associado. Além disso, pessoas de qualquer idade que tenham comobirdades, como cardiopatia, diabetes, pneumopatia, doença neurológica ou renal, imunodepressão, obesidade, asma, entre outras, também precisam redobrar os cuidados nas medidas de prevenção ao coronavírus.
Da Agência Saúde
Atendimento à imprensa:
(61) 3315.3580

Estudo prevê fim do coronavírus no Brasil no início de julho


Um estudo feito pela Universidade de Singapura, na Ásia, mostrou que a pandemia do coronavírus chegará ao fim no Brasil no dia 08 de julho desse ano.

A pesquisa é feita levando em conta o número de pessoas que podem se infectar e o de pessoas já infectadas e curadas, mas não leva em conta se pessoas já curadas podem contrair o vírus novamente.

Ainda de acordo com a pesquisa, até o dia 12 de junho já terá ocorrido 99% das infecções previstas para o Brasil.

Segundo os pesquisadores, caso haja flexibilização precoce das medidas de isolamento, o fim da pandemia estará mais distante que o previsto.

WhatsApp: como fazer chamada de vídeo com oito pessoas

Mensageiro aumentou o limite de participantes em atualização; veja como fazer chamada de vídeo com mais pessoas no WhatsApp

WhatsApp liberou, nesta segunda-feira (27), a possibilidade de iniciar chamadas de vídeo com até oito pessoas em um grupo. O recurso, disponível no aplicativo para Android e iPhone (iOS), foi lançado para usuários que buscam uma ferramenta de videoconferência para se comunicar com amigos, parentes e contatos profissionais no período do isolamento contra a Covid-19. O mensageiro, então, dobrou o número de participantes que podem participar da conversa de vídeo pelo celular.

Na conferência, a tela fica divida em até oito quadros em que a imagem ao vivo de cada usuário é apresentada. Assim como as conversas de texto, a transmissão por vídeo é protegida com criptografia de ponta-a-ponta, o que garante maior segurança. O novo recurso está disponível apenas para usuários com a versão mais recente do app — veja como atualizar o WhatsApp. No tutorial a seguir, confira como fazer chamada de vídeo com até oito pessoas no WhatsApp.

Como fazer chamada de vídeo com oito pessoas no WhatsApp


Passo 1. Para iniciar o procedimento, abra o WhatsApp e toque sobre o ícone no canto superior direito da tela. Em seguida, escolha a opção "Novo grupo";

Ação para iniciar a criação de um grupo no WhatsApp — Foto: Reprodução/Marvin Costa

Passo 2. Selecione os participantes do grupo e pressione o botão "Avançar". Na página seguinte, defina o nome e a imagem de exibição do grupo. Para avançar e finalizar a configuração do grupo, toque em "Criar";

Ação para definir participantes de um grupo no WhatsApp — Foto: Reprodução/Marvin Costa

Passo 3. No chat do grupo, toque sobre o ícone de telefone no canto superior direito da tela. Feito isso, selecione até sete pessoas além de você e use o botão com o ícone de câmera para iniciar a conferência.

Ação para iniciar uma transmissão ao vivo com oito pessoas em um grupo do WhatsApp — Foto: Reprodução/Marvin Costa

Pronto. Aproveite a dica e saiba como fazer chamada de vídeo com oito pessoas no WhatsApp.

Em novo recorde diário, Brasil registra 474 mortes em 24 horas

País ultrapassou o número de 5 mil óbitos por covid-19 e superou a China; casos confirmados estão em 71.886

O Brasil bateu um novo recorde de mortes registradas em um dia por causa da covid-19: 474 foram confirmadas nas últimas 24 horas. O Ministério da Saúde divulgou balanço nesta terça-feira (28) e anunciou o total de 5.017 óbitos - na véspera, eram 4.543, um aumento foi de 10,4%. A maior marca até então era de 407 vítimas fatais, anunciada no dia 23 de abril. 
Com o atual número de óbitos totais por coronavírus, o Brasil ultrapassou a China e, agora, é o nono país com mais fatalidades em decorrência da pandemia no mundo.
O levantamento do governo também anunciou que já são 71.886 casos confirmados de covid-19 em solo nacional. No dia anterior, segunda (27), eram 66.501, um crescimento de 5.385 registros (8,1%) nas últimas 24 horas. A taxa de letalidade está em 7%.
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, do total de diagnósticos, 34.325 pacientes estão em acompanhamento (48%) e 32.544 já foram recuperados e não apresentam mais os sintomas da doença. 
São Paulo continua sendo o estado com mais casos confirmados de coronavírus, com 24.041. Rio de Janeiro aparece em segundo, com 8.504 pacientes, seguido por Pernambuco (5.724), Ceará (6.918) e Amazonas (4.337).
Entre os estados com maior número de mortes por covid-19, São Paulo novamente lidera, com 2.049 óbitos. A lista tem Rio de Janeiro em segundo lugar (738 vítimas fatais), seguido por Pernambuco (508), Ceará (403) e Amazonas (351).
O mapa de óbitos pela doença ainda traz Maranhão (145), Pará (129), Bahia (86), Paraná (77), Minas Gerais (71), Espírito Santo (64), Paraíba (53), Rio Grande do Norte (48), Rio Grande do Sul (45), Santa Catarina (44), Alagoas (36), Distrito Federal (28), Amapá (28), Goiás (27), Piauí (21), Acre (16), Sergipe (11), Mato Grosso (11), Rondônia (11), Mato Grosso do Sul (nove), Roraima (seis) e Tocantins (dois).

Moro deve provar no STF 'acusação grave' contra mim, diz Bolsonaro


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta segunda-feira (27) esperar que o STF (Supremo Tribunal Federal) possa analisar rapidamente as denúncias feitas contra ele pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Bolsonaro afirmou que Moro deve provar o que disse.

O ministro Celso de Mello, do STF, deve autorizar nas próximas horas a abertura de um inquérito para apurar as acusações feitas por Moro, a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras.

"O ministro que saiu fez acusações e é bom que ele comprove, até para minha biografia, tá OK? Agora, o processo no Supremo é o contrário, é ele que tem que comprovar aquilo que ele falou ao meu respeito", disse Bolsonaro na porta do Palácio da Alvorada, em Brasília.

"Eu espero que o Supremo Tribunal Federal analise para tirar dúvida. Uma acusação grave que foi feita a meu respeito seria bom que o Supremo decida isso o mais rapidamente possível. E [o ex-]ministro pode apresentar as provas, se ele tiver, obviamente."

Ao anunciar sua demissão na última sexta-feira (24), Moro apontou fraude no Diário Oficial da União no ato de demissão de Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal e afirmou que Bolsonaro queria ter acesso a informações e relatórios confidenciais de inteligência da PF.

Em resposta, ainda no dia 24, Bolsonaro admitiu ter cobrado Moro pela investigação sobre a facada que ele, então candidato à Presidência, sofreu em setembro de 2018, durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Ao lembrar do atentado, o presidente disse que o ex-juiz da Lava Jato não esteve com ele na campanha eleitoral e que não sabe em quem Moro votou no primeiro turno.

Bolsonaro afirmou que "nunca pedi pra ele [Moro] o andamento de qualquer processo" e que a "inteligência com ele [Moro] perdeu espaço na Justiça". E que pedia sim relatórios atualizados. "[Pedia] quase que implorando informações."

O presidente disse ainda que Moro usou a disputa em torno da manutenção de Maurício Valeixo na chefia da PF para negociar uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), o que o ex-ministro negou.

Como primeira providência a ser tomada, Aras pediu que o Supremo autorize a oitiva de Moro. Aras afirma que os relatos "revelariam prática de atos ilícitos" por parte do chefe do Executivo. Destaca, porém, que se as afirmações não forem comprovadas Moro pode responder pelo crime de denunciação caluniosa.

O pedido de Aras aponta a eventual ocorrência dos crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de Justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra.

Nesta segunda, o PT também apresentou notícia crime ao STF, pedindo a investigação das acusações feitas por Moro contra Bolsonaro e vice-versa. Além disso, o partido pediu ao Supremo a investigação da deputada bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP) suspeita de crimes de tráfico de influência e de advocacia administrativa.

Moro revelou mensagens em que Zambelli oferece ajuda para conquistar uma vaga no Supremo caso ele não saísse do governo Bolsonaro. Os petistas ainda apresentaram ações na Justiça questionando as indicações de Jorge de Oliveira para a pasta da Justiça e de Alexandre Ramagem para a chefia da Polícia Federal.

As acusações de Moro contra Bolsonaro se enquadram como possíveis crimes de responsabilidade, que podem levar ao impeachment, dizem procuradores do Ministério Público Federal e especialistas em direito criminal e constitucional ouvidos pela reportagem.

Crimes de responsabilidade, segundo a legislação, “são passíveis da pena de perda do cargo, com inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública”. A pena é imposta pelo Senado contra o presidente da República, ministros ou contra o procurador-geral da República.

Especialistas em direito criminal e constitucional consultados pela reportagem concordam que a ação do presidente de solicitar documentos sigilosos da Polícia Federal, conforme dito por Moro, se enquadra nesta categoria.

Também há consenso entre eles de que o fato de assinatura eletrônica de Moro constar em documento que ele diz não ter assinado, se comprovado, configura crime de falsidade ideológica. Não há consenso, entretanto, se este segundo ato poderia ser considerado também crime de responsabilidade.

Bolsonaro admitiu o erro, e a assinatura de Moro foi retirada da exoneração de Valeixo, que foi republicada em edição extra do Diário Oficial na noite desta sexta-feira. Na medida, é informado que o ato foi "republicado por ter constado incorreção quanto ao original".

Para o presidente da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), Fábio George Cruz da Nóbrega, tanto a interferência na PF quanto o ato publicado com o nome de Moro evidenciam a possibilidade de crime de responsabilidade. "Ambas as ocorrências precisam ser devidamente apuradas", diz Nóbrega.

Prefeito de Euclides da Cunha pode perder mandato em ação de improbidade


O prefeito de Euclides da Cunha, Luciano Pinheiro Damasceno, mais conhecido como Luciano (PDT), pode perder o mandato e ter seus direitos políticos suspensos, em razão de uma ação civil por ato de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público (MP-BA).

Luciano também foi denunciado ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), pelo vereador Valdemir Dias (PSD), em razão de uma publicidade autopromocional com recursos da gestão municipal.

No mesmo sentido, na última quinta-feira (23), o MP-BA ajuizou a ação, pedindo antecipação de tutela para proibir o prefeito de realizar promoção pessoal às custas dos recursos públicos, assim como a condenação do mesmo no valor de R$ 1,8 milhão, a perda do mandato e a suspensão dos direitos políticos.

Um dia depois, na sexta (24), a juíza da Vara da Fazenda Pública concedeu as medidas liminares requeridas pelo MP-BA, proibindo o prefeito de realizar os atos de improbidade apontados na denúncia. Dr. Luciano será intimado para manifestar por escrito as suas justificativas, no prazo de 15 dias.

Caso seja condenado, após o trânsito em julgado, o prefeito de Euclides da Cunha poderá perder o mandato e ter os direitos políticos suspensos.


Maioria acredita que Moro fala a verdade sobre Bolsonaro, mostra Datafolha

O presidente Bolsonaro e o ex-ministro Moro

Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda (27) questionou os entrevistados sobre a guerra de versão entre o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, e o presidente Jair Bolsonaro. Para 52%, Moro é quem fala a verdade no caso. Já 20% acreditam no presidente. Outros 6% que não creem em nenhum dos dois. Para 3%, ambos estão certos, enquanto 19% não souberam responder 19%.
O estudo também mostrou que a população brasileira se divide sobre a abertura de um processo de impeachment contra Bolsonaro. O presidente, revela o estudo, ainda mantém apoio de 33% da população, mesmo após as denúncias feitas por Moro.
De acordo com o levantamento realizado por telefone, 45% querem que a Câmara dos Deputados abra um processo de impeachment contra o presidente, enquanto 48% rejeitam a medida, e 6% não sabem opinar.
O apoio à renúncia do presidente cresceu em relação a uma pesquisa feita também por telefone de 1º a 3 de abril. Para 46%, esse é o caminho correto, enquanto 50% são contra a inciativa. Em abril, 59% eram contra a renúncia e 37%, a favor.
Não foi registrada, porém, grande mudança na avaliação geral do presidente detectada em uma pesquisa realizada em dezembro de forma presencial. Na pesquisa atual, consideram Bolsonaro ruim ou péssimo 38%, contra 36% do último levantamento. Outros 33% o avaliam como bom ou ótimo (antes eram 36%) e 25%, como regular. Em dezembro de 2019, o índice era de 32%.
A melhor avaliação do presidente se concentra nas regiões Norte e Centro-Oeste, com 41% de aprovação, e entre os mais ricos (41%). A maior rejeição é entre os nordestinos (43%) e moradores do Sudeste (41%).
O Datafolha ouviu 1.503 pessoas por telefone. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Coronavírus é detectado no ar em ruas e prédios próximos a hospitais

Pesquisa, feita por cientistas chineses, reforça necessidade do isolamento social



O novo coronavírus é mais poderoso do que se pensava: ele pode pode permanecer no ar em ambientes abertos e no interior de prédios por tempo indeterminado. Assim, o risco de contágio é substancialmente maior. A descoberta foi de um estudo publicado na revista Nature nesta segunda-feira (27).
De acordo com a pesquisa, foram detectadas partículas em suspensão do coronavírus, em aerossol, no monitoramento ambiental de dois hospitais de tratamento de Covid 19 de Wuhan, na China, além de áreas públicas vizinhas a eles. Os cientistas, porém, não ainda não conseguiram determinar o potencial de infecção desses vírus em suspensão no ar.
Para o estudo, feito pela equipe de Ke Lan, da Universidade de Wuhan, foram coletadas 40 amostras de 31 lugares. Os pesquisadores destacaram que o número de amostras analisado é pequeno, porém, a descoberta é importante para manter o alerta sobre a necessidade de evitar multidões, de se ter uma boa ventilação e de realizar desinfecção de todos os ambientes.
As amostras com o coronavírus foram encontradas dentro e fora de dois hospitais dedicados à Covid 19 - um deles, uma unidade de campanha - em fevereiro e março. Nas enfermarias, a concentração era maior do que nos banheiros. O motivo? As enfermarias eram isoladas e tinham o ar trocado em um ambiente controlado.
Os locais com a maior concentração, aliás, foram as salas usadas para a retirada dos EPIs por profissionais de saúde. Porém, segundo a pesquisa, os valores caíram significamente depois que o rigor e a frequência de desinfecção desses lugares foram aumentadas.
O vírus ainda foi achado em suspensão no ar nas imediações de prédios residenciais e supermercados próximos aos hospitais - porém, em concentrações menores. Por outro lado, uma área aberta junto a uma das unidades de saúde, onde passava mais gente, teve elevada concentração de coronavírus registrada. Provavelmente, pois muitas dessas pessoas estavam com a doença.
Já está comprovado que a covid-19 pode ser transmitida através do contato próximo com uma pessoa infectada, por inalação de gotículas liberadas pela respiração ou a fala de alguém que esteja com o coronavírus ou de contato com superfícies contaminadas. Sobre o contágio pelo ar, com as partículas em suspensão, ainda nada foi comprovado. Assim, essa investigação deve ser o próximo passo dos cientistas.

Bahia confirma mais 7 mortes por coronavírus; total sobe para 83

São 2.365 casos confirmados de covid-19 no estado

Subiu para 83 o número de mortes em decorrência do novo coronavírus na Bahia. O dado é da Secretaria de Saúde do estado (Sesab), divulgado em boletim no fim da tarde desta segunda-feira (27). No levantamento anterior, publicado pela manhã, eram 76 mortes por covid-19 - o que significa um aumento de sete vítimas fatais. Todas aconteceram em "um hospital filantrópico de Salvador", mas a Sesab não confirma se foi a mesma unidade de saúde.

Ao todo, são 2.365 casos confirmados da doença na Bahia. Destes, 253 pacientes estão internados, sendo 73 em UTI. Os diagnósticos estão espalhados por 123 municípios, com Salvador como o epicentro da pandemia no estado: 1.430 infectados registrados. Há ainda 501 pessoas recuperadas.

Os 83 óbitos foram contabilizados em Adustina (1); Água Fria (1); Araci (1); Belmonte (1); Camaçari (1); Capim Grosso (1), Catu (1), sendo que a paciente foi contaminada na capital baiana; Feira de Santana (1); Gongogi (2); Ilhéus (4); Ipiaú (1); Itabuna (3); Itagibá (1); Itapé (1); Itapetinga (2); Juazeiro (1); Lauro de Freitas (5), um dos óbitos era residente no Rio de Janeiro; Nilo Peçanha (1); Salvador (48); Uruçuca (4); Utinga (1); Vitória da Conquista (1). 
A 77ª morte foi de uma mulher de 60 anos, com histórico de diabetes e doença cardiovascular. Ela faleceu no sábado (25), porém, só nesta segunda, a vigilância epidemiológica estadual obteve acesso a Declaração de Óbito da paciente, que estava internada em um hospital filantrópico de Salvador.

Casos de câncer de mama em homens cresce 250%, autoexame é o principal fator para o diagnóstico precoce

O autoexame bem como exames periódicos facilitam o diagnóstico que se realizados antecipadamente as chances de cura são maiores que quando descobertos tardiamente.

Casos de câncer de mama em homens cresce 250%, autoexame é o principal fator para o diagnóstico precoce

O índice de Câncer de mama em homens cresceu de dois para sete entre os anos de 2018 e 2019 em Feira de Santana, o que representa um aumento em 250% segundo dados do Ministério da Saúde, fonte Datasus. Este ano, até o mês de fevereiro, não há registro para a doença no município e de forma educativa as unidades de saúde da Prefeitura vem realizando trabalho preventivo prestando orientação sobre a maneira correta dos homens fazerem o autoexame, que pode identificar nódulos ou alterações nas mamas.
Essas ações se potencializam ainda mais com o Novembro Azul, onde a campanha é voltada para reforçar a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata e demais doenças relacionadas a saúde do homem, além de incentivar o cuidado com a própria saúde.
O autoexame bem como exames periódicos facilitam o diagnóstico que se realizados antecipadamente as chances de cura são maiores que quando descobertos tardiamente.
Em Feira de Santana a doença acomete homens com idades entre 30 e 80 anos, porém essa idade vem diminuindo e um dos fatores associados que podem causar essa mudança de perfil é o uso contínuo de hormônios e esteroides e pode ser relacionado ao público que frequenta academias. “Isso acaba sendo um agravante para os homens que já teriam uma pré-disposição a desenvolver o câncer”, avalia a enfermeira referência técnica em saúde do homem da Secretaria de Saúde, Isabela Machado.
Ainda de acordo com ela, o preconceito na maioria das vezes é uma barreira na busca por um especialista no momento que se percebe alguma alteração. “Como no caso de câncer de mama feminino, a prevenção é a melhor aliada, por isso é muito importante conhecer o seu corpo, realizar todos os exames periódicos e estar sempre atento à possíveis mudanças”, afirma.
O fator genético também contribui com a incidência da maioria dos cânceres. “Se um homem for diagnosticado com a anomalia, há grandes chances de outras pessoas da família, no primeiro grau de parentesco, especialmente as mulheres, desenvolverem a doença, por isso o autoexame é importante para a descoberta prévia da doença”, destaca.
O diagnóstico é o principal índice para avaliar o registro de casos no município, porém ainda existe a subnotificação, que é quando pessoas acometidas pela doença ainda não foram diagnosticadas.
“Podem existir casos de câncer de mama em homens no município, porém por não haver uma procura por especialista esse dado nunca vai existir, bem como não vai haver tratamento. Por este motivo orientamos que os homens realizem o autoexame e procurem um profissional de saúde caso perceba alguma alteração. Diferente do que muitos pensam, o câncer tem cura”, pontuou Isabela Machado.
As equipes das unidades básicas de saúde e de saúde da família podem auxiliar neste diagnóstico quando procuradas, sendo possível realizar avaliação com médico da unidade ou encaminhar para marcação com especialista.

Garota de 15 anos morre após levar bolada na cabeça durante partida de 'baleado'

Ela ainda foi levada para o hospital de Santo Estêvão, mas não resistiu.

Garota de 15 anos morre após levar bolada na cabeça durante partida de 'baleado'


A adolescente Alecia Santos da Silva, de 15 anos, morreu na noite do último sábado (25), Hospital Municipal de Santo Estêvão, na cidade onde morava. Segundo a polícia, ela passou mal após receber uma bolada quando participava de uma partida de “baleado”.

Portadora de gigantismo, a jovem tinha dois metros de altura, e teria batido a cabeça ao cair. O corpo foi encaminhada para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira de Santana para ser necropsiado.

Segundo uma publicação nas redes sociais do Colégio Professora Edite Fonseca, a adolescente estava no 1º ano do curso técnico de Administração. Na publicação, a escola lamentou o falecimento da jovem.

“E com muita tristeza, que nós da família Edite Fonseca, comunicamos o falecimento da nossa aluna Alessia, 1° ano Técnico Adm, ao mesmo tempo em que nos solidarizamos aos seus familiares e amigos neste momento de extrema dor. Rogamos a Jesus Misericordioso que conforte sua família e a receba num caminho de luz. Descanse em paz!!!.”

Feira de Santana tem 81 casos de coronavírus e 50 pacientes curados

A maioria dos pacientes tem idade entre 20 e 49 anos (57 casos).

Feira de Santana tem 81 casos de coronavírus e 50 pacientes curados

Com mais quatro novos diagnósticos positivos para covid-19, Feira de Santana passa a ter 81 casos confirmados, sendo que destes 50 pacientes estão curados. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde, por meio de boletim divulgado no início da noite desta segunda-feira (27).

Ainda de acordo com o boletim, dos 81 casos, oito foram importados e 72 de transmissão local. Entre estes infectados, 26 são profissionais de saúde, e dois pacientes encontram-se hospitalizados.
Sobre a faixa etária mais acometida, a secretaria informa que maioria dos pacientes tem idade entre 20 e 49 anos (57 casos). Uma pessoa que contraiu a doença na cidade morreu. Dos 878 casos suspeitos notificados, 685 foram descartados, 112 estão aguardando resultado de exames laboratoriais.

Coronavírus: Brasil tem 3.670 mortes e 52.995 casos; mais da metade já foram curados

A cada 1000 infectados, 67 morrem pela doença no país

O Brasil contabilizou nesta sexta-feira (24) 52.995 casos confirmados de Covid-19 no país, além de 357 novas mortes nas últimas 24 horas, somando 3.670 vítimas fatais da doença. O Ministério da Saúde divulgou também que 26.573 pacientes já foram curados do coronavírus, o que representa mais da metade dos infectados.
A taxa de letalidade no Brasil é 6,7%, ou seja, a cada 1000 infectados, 67 morrem por Covid-19 no país.
A pasta ressaltou que o número diário divulgado não necessariamente representa que 357 pessoas morreram nas últimas 24 horas, mas que a motivação da fatalidade só foi confirmada no último dia.


Ministros do STF enxergam crimes de Bolsonaro na fala de Moro



OAB fará relatório para avaliar se Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) viram vários crimes que podem ter sido cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro a partir do relato feito pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, que se demitiu nesta sexta-feira (24).A informação é da coluna de Monica Bergamo na Folha de S. Paulo.
A coluna diz que a OAB vai pedir um relatório à comissão de estudos constitucionais da entidade para avaliar se Bolsonaro cometeu algum crime de responsabilidade, o que é passível de impeachment.
Um dos possíveis crimes apontados é o de advocacia administrativa, pois Bolsonaro queria ter acesso a relatórios de inteligência das investigações em andamento da Polícia Federal. O artigo 321 do Código Penal prevê até três meses de prisão para quem "patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário".
Um ministro da STF afirmou que a Polícia Federal não atua sob supervisão do poder Executivo, e sim do Ministério Público Federal e do Judiciário.
Outro crime seria o de falsidade ideológica, já que a demissão de Maurício Valeixo, até então diretor-geral da PF, foi registrada como "a pedido" no Diário Oficial, o que Moro afirma não ser verdade.
O artigo 299 do Código Penal afirma que é crime "omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante".

'Bolsonaro queria interferir na PF e ter acesso às investigações', diz Moro



Presidente está preocupado com inquéritos que envolvem ele e seus filhos, que estão em curso no STF

O estopim que resultou no pedido de demissão Sergio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública foi a exoneração do delegado-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo. A troca, segundo Moro, seria uma interferência política na PF sem uma causa que fosse aceitável. 
Em entrevista coeltiva após a demissão, o ex-ministro chegou a relatar a conversa que teve com Bolsonaro na quinta-feira sobre a demissão do diretor. Disse que o presidente deixou claro que gostaria de fazer uma interferência política no órgão.
Segundo o ministro da Justiça, o presidente “sinalizou que tinha preocupações em curso no Supremo Tribunal Federal (STF)”, em referência às investigações em curso sobre fake news, que envolve ele e seus filhos, e os atos antidemocráticos do último fim de semana.
"O presidente queria uma pessoa que ele pudesse ligar, que ele pudesse colher informações de inteligência, e realmente não é o papel da Polícia Federal prestar essas informações. O presidente também informou que tinha preocupação com inquéritos em curso no Supremo Tribunal Federal e que a troca seria oportuna nesse sentido. Também não é uma razão que justifique, pelo contrário até gera preocupação", resaltou.
Ainda de acordo com Moro, Bolsonaro afirmou que precisa de delegados na PF com quem ele possa ter contato, inclusive tendo acesso a relatórios de inteligência.
"Falei com presidente que seria interferência política, e ele disse que seria mesmo. Presidente me disse mais de uma vez expressamente que queria ter uma pessoa do contato dele, que ele pudesse ligar, ter informações, colher relatórios de inteligência. Seja diretor, seja superintendente, não é papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação. Imagina se durante a própria Lava-Jato, ministro ou diretor-geral, ou a presidente Dilma ou o ex-presidente Luiz (Lula) ficassem ligando para o superintendente…. Autonomia da PF é valor fundamental. Grande problema não é quem entra, mas por que alguém entrar. Eu fico na dúvida se vai conseguir dizer não (a Bolsonaro) em relação a outros temas", afirmou.

Moro reconhece que PT deu autonomia à PF e critica aparelhamento da polícia por Bolsonaro



No pronunciamento em que anuncia sua saída do ministério da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, Sergio Moro paradoxalmente reconheceu a autonomia possibilitada pelo governo anterior, da ex-presidente Dilma Rousseff, às instituições responsáveis por investigações, como a Polícia Federal, assegurando assim o andamento da Lava Jato.

Ponto importante do pronunciamento foi a acusação de que Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade ao revelar que queria trocar o comando da Polícia Federal para obter informações sigilosas sobre investigações que envolvam sua família.

“Na Lava Jato, eu sempre tive um receio constante de uma intervenção do Executivo na Polícia Federal, como troca de superintendente. Mas isso não aconteceu e foi fundamental a manutenção da autonomia da PF para que os resultados fossem avançados”, afirmou, no início de sua fala, depois de lamentar o episódio de hoje, em meio à pandemia.

Em seguida, ressaltou que houve queda em índices de criminalidade e da corrupção, atribuindo isso à sua atuação, no passado, no comando da Lava Jato, e no governo. “Mudou o patamar de combate à corrupção no Brasil”. Contou então novamente a história do convite de Bolsonaro para que integrasse a equipe.

“Final de 2018 recebi convite do então presidente da República eleito Jair Bolsonaro, como já falei publicamente várias vezes, e fui convidado a ser ministro da Justiça e da Segurança Pública. O que foi conversado com o presidente foi que nós teríamos um compromisso com o combate à corrupção, crime organizado e criminalidade violenta. Foi-me prometido carta branca para nomear todos os assessores desses órgãos e da própria Polícia Federal”, recordou.

Moro então passou a discorrer sobre a interferência de Bolsonaro no comando da PF. “Em todo esse período, tive apoio do presidente Jair Bolsonaro, em outros nem tanto. A partir do segundo semestre do ano passado, passou a haver uma insistência de trocar o comando da Polícia Federal”, relatou.

“Eu respondi que não tinha nenhum problema para trocar, mas disse que preciso de uma causa, como um erro grave. No entanto o que eu vi foi só um trabalho bem feito”, disse. “Não era também uma questão do nome. Tem outros bons nomes para assumir, outros delegados igualmente competentes”, explicou.

Para Moro, “o grande problema seria a violação do acordo de que eu teria carta branca, não haveria uma causa e mostraria uma interferência na Polícia Federal”. Segundo ele, houve também tentativas de troca de outros cargos na Polícia Federal “sem que fosse apresentada uma justificativa

Moro anuncia demissão do Ministério da Justiça e deixa o governo Bolsonaro


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, anunciou a demissão nesta sexta-feira (24). O ex-juiz federal deixa a pasta após um ano e quatro meses no primeiro escalão do governo do presidente Jair Bolsonaro.

A demissão foi motivada pela decisão de Bolsonaro de trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, indicado para o posto pelo agora ex-ministro. A Polícia Federal é vinculada à pasta da Justiça.

Ao anunciar a demissão, em pronunciamento na manhã desta sexta-feira no Ministério da Justiça, Moro afirmou que disse para Bolsonaro que não se opunha à troca de comando na PF, desde que o presidente lhe apresentasse uma razão para isso.

"Presidente, eu não tenho nenhum problema em troca do diretor, mas eu preciso de uma causa, [como, por exemplo], um erro grave", disse Moro.

Moro disse ainda que o problema não é a troca em si, mas o motivo pelo qual Bolsonaro tomou a atitude. Segundo o agora ex-ministro, Bolsonaro quer "colher" informações dentro da PF, como relatórios de inteligência.

"O grande problema é por que trocar e permitir que seja feita interferência política no âmbito da PF. O presidente me disse que queria colocar uma pessoa dele, que ele pudesse colher informações, relatórios de inteligência. Realmente, não é papel da PF prestar esse tipo de informação", disse Moro.

De acordo com Moro, ele disse para Bolsonaro que a troca de comando na PF seria uma interferência política na corporação. Ele afirmou que Bolsonaro admitiu a interferência. "Falei para o presidente que seria uma interferência política. Ele disse que seria mesmo", revelou Moro.

O agora ex-ministro contou que Bolsonaro vem tentando trocar o comando da PF desde o ano passado. "A partir do segundo semestre [de 2019] passou a haver uma insistência do presidente na troca do comando da PF."

'Não assinei exoneração' - Moro afirmou ainda que não assinou a exoneração de Valeixo, ao contrário do que aparece no "Diário Oficial". "Eu não assinei esse decreto e em nenhum momento o diretor da PF apresentou um pedido oficial de exoneração", disse.

'Carta branca' - Moro também disse que, quando foi convidado por Bolsonaro para o ministério, o presidente lhe deu "carta-branca" para nomear quem quisesse, inclusive para o comando da Polícia Federal.

"Foi me prometido na ocasião carta branca para nomear todos os assessores, inclusive nos órgãos judiciais, como a Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal", afirmou o agora ex-ministro.

No anúncio, Moro chegou a se emocionar e a ficar com a voz embargada. Foi quando ele disse que havia pedido ao presidente uma única condição para assumir cargo: que sua família ganhasse uma pensão caso algo de grave lhe acontecesse no exercício da função.

"Tem uma única condição que coloquei. Eu não ia revelar, mas agora isso não faz sentido. Eu disse que, como estava saindo da magistratura, contribuí durante 22 anos, pedi que, se algo me acontecesse, que minha família não ficasse desamparada", disse Moro.

Demissão do diretor da PF - Moro foi surpreendido com a publicação da exoneração de Valeixo nesta sexta-feira. Fontes ligadas ao ministro disseram que ele não assinou a exoneração, apesar de o nome dele constar, ao lado do nome de Bolsonaro, no ato que oficializou a saída de Valeixo.

Moro foi anunciado como ministro de Bolsonaro em novembro de 2018, logo após a eleição presidencial. O magistrado ganhou notoriedade como juiz de processos da Operação Lava Jato, entre os quais o que condenou o ex-presidente Lula no caso do triplex do Guarujá.

Na oportunidade, Bolsonaro garantiu autonomia a Moro na escolha de cargos de segundo e terceiro escalão. O ministro teria “carta branca” no combate à corrupção.

"Conversamos por uns 40 minutos e ele [Moro] expôs o que pretende fazer caso seja ministro e eu concordei com 100% do que ele propôs. Ele queria uma liberdade total para combater a corrupção e o crime organizado, e um ministério com poderes para tal", declarou Bolsonaro à época.

"É um ministério importante e, inclusive, ficou bem claro em conversa entre nós que qualquer pessoa que porventura apareça nos noticiários policiais vai ser investigada e não vai sofrer qualquer interferência por parte da minha pessoa", acrescentou Bolsonaro.

Interferências - Após o início do governo, Moro e Bolsonaro tiveram uma relação marcada por episódios de interferência do presidente no ministério. Bolsonaro chegou a dizer que tinha poder de veto nas pastas, pois “quem manda” no governo é ele.

Um dos episódios de interferência ocorreu em fevereiro de 2018, quando Moro, após reclamação de Bolsonaro, revogou a nomeação de Ilona Szabó para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.

Cientista política, mestra em estudos de conflito e paz pela Universidade de Uppsala (Suécia) e fundadora do Instituto Igarapé, Ilona Szabó atuou na ONG Viva Rio e foi uma das coordenadoras da campanha nacional de desarmamento.

Bolsonaro é a favor de facilitar o acesso da população a armas e ignorou sugestões feitas pelo ministro da Justiça para o decreto das armas.

Valeixo - A situação da PF também abalou a relação entre Bolsonaro e Moro. O presidente pretendia desde o ano passado tirar Valeixo do comando do órgão.

Delegado de carreira, Valeixo foi superintendente da PF no Paraná e atuou na Lava Jato. A experiência o fez ser escolhido por Moro para chefiar a PF.

A liberdade que Moro teve para escolher Valeixo e superintendentes regionais da PF foi minada aos poucos. Em agosto de 2018, sem o conhecimento da cúpula da Polícia Federal, Bolsonaro anunciou a troca do superintendente do Rio de Janeiro.

A fala gerou ameaça de entrega de cargos na PF. A troca na superintendência ocorreu, mas Moro e Valeixo continuaram nas suas funções.

Coaf - A relação entre ministro e presidente também foi abalada, segundo o jornal "O Globo", pelo fato de Moro ter pedido ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, a revisão de uma decisão que restringiu o compartilhamento de relatórios do Coaf com os ministérios públicos e a Polícia Federal.

O movimento do ministro irritou o presidente Jair Bolsonaro, pois a liminar atendia a um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente.

Um relatório do Coaf apontou movimentações atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A defesa argumentou que dados dessas movimentações foram repassados ao Ministério Público sem a autorização judicial.

No caso do Coaf, a transferência do órgão para o Banco Central levou à queda de um dos principais aliados de Moro na Lava Jato, o auditor Roberto Leonel, demitido do comando da estrutura.

Coronavírus - Com a pandemia do novo coronavírus, Moro e Bolsonaro deram outros sinais de descompasso.

Moro defendeu em falas públicas o isolamento como forma de tentar conter o contágio, mais alinhado ao que dizia o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Bolsonaro, por sua vez, fala em isolar somente idosos e pessoas com doenças crônicas. Ele prega a volta do comércio, a retomada das aulas e reabertura de fronteiras com Uruguai e Paraguai.

Supremo - Visto por analistas políticos como um possível postulante ao Planalto em 2022, desde a escolha para chefia a pasta da Justiça, Moro figurou como um possível indicado por Bolsonaro para as duas vagas no STF que serão abertas com as aposentadorias dos ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello.

Bolsonaro costumava elogiar o perfil de Moro, mas também declarou o desejo de indicar um ministro "terrivelmente evangélico" para a Corte.

Perfil - Nascido em 1972 em Maringá, no norte do Paraná, Moro ganhou visibilidade como juiz da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba – especializada em crimes financeiros e de lavagem de dinheiro.

Ele ficou conhecido nacionalmente por ser o juiz responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

Antes da operação, Moro trabalhou no caso Banestado e atuou como auxiliar da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber, em 2012, no caso do Mensalão do PT.

A Operação Lava Jato, que teve a 1ª fase deflagrada em 17 de março de 2014, começou com a investigação de lavagem de dinheiro em um posto de combustíveis e chegou a um esquema criminoso de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras. Posteriormente, a ação alcançou outras estatais.

Em mais de quatro anos de Lava Jato, o magistrado sentenciou 46 processos, que condenaram 140 pessoas por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Entre os políticos condenados 13ª Vara Federal de Curitiba estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB).

Doleiros, ex-diretores da Petrobras e empresários ligados a grandes empreiteiras do país também já foram condenados por Moro. (G1)